<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742</id><updated>2012-02-16T11:14:53.399Z</updated><category term='Minha opinião'/><category term='&quot;Prazer da Leitura&quot;'/><category term='Saudade'/><category term='Há que pensar'/><title type='text'>ENSEJOS</title><subtitle type='html'>Imaginem um dia coberto de nuvens negras, daquelas que criam medo. Depois imaginem-se com um lápis de carvão - meio gasto, a escrever sobre um dia de luz em que tudo é perfeito e eterno.
Sem querer, aperceber-se-ão que a vossa imaginação não tem limites.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-6567174301649170721</id><published>2011-08-01T18:05:00.001+01:00</published><updated>2011-08-01T18:05:43.423+01:00</updated><title type='text'>PE 1</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Entrei numa fase horrível. Não escrevo. Tenho medo das palavras que se agigantam à minha frente... sem dó nem a mínima piedade. Como ultrapasso isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Justificação título: PE - Post Escritora.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cada vez que introduzir este nome para título do texto significa que sou eu, Ana Melo, que escrevo. Não estou vestida na pele de nenhuma personagem)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-6567174301649170721?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/6567174301649170721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=6567174301649170721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/6567174301649170721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/6567174301649170721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/08/pab-1.html' title='PE 1'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-6721656396977648937</id><published>2011-07-16T01:32:00.000+01:00</published><updated>2011-07-16T01:32:56.315+01:00</updated><title type='text'>vem, sem brincar</title><content type='html'>estou fechada entre estas quatro paredes, entre estes membros insensíveis. em plena e sublime prisão. o que de dia parecia radiar luminosidade e vivacidade, agora tudo se torna obscuro, negro e assustador. tenho medo. medo da noite. medo de adormecer sem te dar um beijo de boa noite. odeio despedidas. despedidas sem um adeus ternurento. a separação é horrível. o encontro é oculto neste tempo sem fim e sem pecado. não preciso que compreendas isto, só preciso que me compreendas a mim. é lá que encontrarás tudo. não vamos brincar às bonecas nem aos fantoches. a realidade não aparece. o imaginário é agigantado de tal forma que perco a noção de tudo neste mar de ideias vagas e imprecisas. vem, sem brincar. eu aceitar-te-ei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-6721656396977648937?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/6721656396977648937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=6721656396977648937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/6721656396977648937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/6721656396977648937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/07/vem-sem-brincar.html' title='vem, sem brincar'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-5429139466060414134</id><published>2011-06-19T14:09:00.000+01:00</published><updated>2011-06-19T14:09:26.975+01:00</updated><title type='text'>obrigada, para sempre</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;aquele relógio não pára. nunca parou... tem pilhas vitalícias. (é) horrível esta sensação. está pregado naquela parede feia, feita com frágeis pinceladas soltas. a tinta escorreu rapidamente com um choque tremendo. o susto alastrou e o alarme chegou. precisava de amor e de carinho!&lt;br /&gt;falta pouquíssimo tempo para (eu) ultrapassar um obstáculo da minha vida. sim, eu, eu mesma. um "eu" afrouxado, não o "eu" presente, mas o "eu" imaginário... talvez. o tempo é um rio. corre sem parar. tal como aquele relógio que dita as horas não parou. é neste instante que eu tomo consciência de mim. ainda há meses sofria amargamente porque este ensejo nunca mais chegava e, agora, finalmente!, &lt;i&gt;está chegando&lt;/i&gt;... o nervosismo aperta, aperta, aperta... adoro-o. daqui a pouco tempo vou continuar a ser eu mesma, mas com uma outra pessoa dentro de mim. o orgulho vai invadir-me em pleno. obrigada.... agradeço tudo o que cresci. agradeço a todas as discussões que tive com o considerado meu mais-que-tudo. ele, sim, conseguiu abriu o meu corpo a este mundo nada ingénuo. tanto que levei na cabeça, tanta dor, tanto rancor desnecessário. as palavras para ele são difíceis de ser pronunciadas letra-a-letra, ditongo-a-ditongo. a responsabilidade dele mata-me. obrigada, aprendi muito contigo! custa-me não te ver passados dois ou três dias e moras aqui, aqui mesmo. junto ao meu coração e ao pé do meu quarto que abrange de tudo.&lt;br /&gt;sabes que eu gosto muito de ti, apesar da distância evidente entre os nossos dois mundos, entre as nossas duas visões, entre os nossos seres... meu d.m.,&lt;br /&gt;és o orgulho da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-5429139466060414134?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/5429139466060414134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=5429139466060414134&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5429139466060414134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5429139466060414134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/06/obrigada-para-sempre.html' title='obrigada, para sempre'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-9024710427024566343</id><published>2011-06-05T12:11:00.001+01:00</published><updated>2011-06-05T12:12:20.547+01:00</updated><title type='text'>cegueira</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;preciso de algo que ainda não encontrei. a busca continua... com ânimo ou não. montanhas e colinas sem fim surgem!,... a estes olhos cegos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-9024710427024566343?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/9024710427024566343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=9024710427024566343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/9024710427024566343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/9024710427024566343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/06/cegueira.html' title='cegueira'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-1055863508440560964</id><published>2011-05-31T22:37:00.000+01:00</published><updated>2011-05-31T22:37:31.190+01:00</updated><title type='text'>perturbações</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;estou em pleno deserto de ideias vagas. sinto-me nua de sentidos. nua mesma. preciso de algo que me dê animo para me erguer deste suplício. não basta ideias idiotas de "segue em frente", "força", "tu consegues", "és forte". é mais do que isso...&lt;br /&gt;sinto o meu coração a colidir com a minha alma incrédula. os meus ventrículos estão ruidosos. a confusão reina no meu ser nada ingénuo (ou serei?). as interrogações percorrem gravemente a minha suave vida. as antíteses, naturalmente, fazem parte dela. querer/não querer. ser/não ser. incógnito.&lt;br /&gt;quero reinar o meu espírito. quero mesmo. constantes entraves não desejados. hoje estou eu em&amp;nbsp;perturbação&amp;nbsp;plena e autêntica. até a ordem das palavras que saem frágeis das minhas cordas vocais saem trocadas. perdão.&lt;br /&gt;vou contar um história:&lt;br /&gt;- estava eu em plena travessa da minha aldeia quando, inesperadamente, alguém me chama. parei. não reconhecia a voz e não soube de onde vinha. continuei a caminhar intrigada, mas prossegui. Chamaram-me outra vez, parei. o efeito pedra tinha-se abatido sobre mim. rodei para a esquerda e o medo assombrou-me. uma senhora bordava à sua porta - não era ela, pois tinha sofrido, pelo que dizem as pessoas da terra, que ficou muda quando perdeu o marido no Ultramar. Girei para a direita, nada. à medida que as minhas passadas iam ficando para trás o sobressalto ia crescendo. qualquer ínfimo barulho mexia com o meu ser. ouvia decerto uma voz. cortei por um atalho e cheguei, finalmente, a casa da minha avó. não ouvi mais nada, apenas o barulho do meu estômago a arder de fome. Depois da minha vó me preparar um pão com queijo saí de casa e fui buscar água à fonte. quando passei pela mesma rua onde havia ouvido aquele barulho incerto &amp;nbsp;a vizinhança estava apavorada e assustada. a mulher que estava a bordar morreu repentinamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devo estar louca, ou então perto disso. tenho um poder destruidor, só pode. a voz que tinha soado ao meu ouvido só podia ser daquela mulher sofredora, pedindo ajuda. ou será que não?&lt;br /&gt;preciso de ajuda! não aguento!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-1055863508440560964?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/1055863508440560964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=1055863508440560964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1055863508440560964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1055863508440560964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/05/perturbacoes.html' title='perturbações'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-742267391358953882</id><published>2011-05-21T15:45:00.005+01:00</published><updated>2011-05-22T10:39:51.335+01:00</updated><title type='text'>1+1+qualquer coisa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;a vida é uma imensidão de quebra-cabeças. travam constantemente o nosso ritmo. o desespero surge num ensejo inesperado. mas, apesar disso, eu adoro-os.não consigo explicar explicitamente o porquê, mas só sei que o meu coração se liga a eles de uma forma esplendorosa, incrivelmente verdadeira. estes quebra-cabeças põem-me louca - quando digo louca, é mesmo l-o-u-c-a = louca! podem-me derrubar, empurrar contra uma parede de pedra, magoar, deixarem-me cair como uma folha de uma árvore em plena época de outono. Contudo, eu ergo-me contra tudo o que me fez "bater no fundo". não é uma atitude corajosa... é uma atitude firme, convicta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinto-me preguiçosa. quero escrever e não quero. sinto-me apertada. quero a libertação deste sôfrego, desta (não)emoção, deste misericordioso falhanço. obrigada pela compreensão letras da minha alma. sinto-me segura com a vossa segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desculpem. não dá mais.&lt;br /&gt;beijinhos, beijinhos, beijinhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[adoro-vos leitores.&lt;br /&gt;ahhh, e ficava-me mal não vos pedir desculpa. fui ver as estatísticas das visitas ao blogue e assustei-me. não escrevi nada durante semanas e semanas e vós viestes ver de novas publicações. mil perdões]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-742267391358953882?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/742267391358953882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=742267391358953882&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/742267391358953882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/742267391358953882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/05/vida-e-uma-imensidao-de-quebra-cabecas.html' title='1+1+qualquer coisa'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-4687258863873774262</id><published>2011-03-20T15:55:00.000Z</published><updated>2011-03-20T15:55:04.169Z</updated><title type='text'>Até ao deleite</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Começa a surgir este verde furtivo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Não se vêem cores nesta flora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Só quem está fora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;É que não vê tal esconderijo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Esta estrada negro feio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Arruína os meus sentidos puros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Oh raposas dóceis, oh coelhos seguros!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Sou eu, não tenhais receio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Tudo muda. Tudo altera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Que som infernal penetrante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Caminho apenas para um som pujante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Ultrapassando esta cratera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Sobre este piso não estável,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Que me recorda o granito da minha serra,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Estou em subida constante,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Até à minha plena terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Ainda estou ao fim da cale&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;E já me soa afinal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Não tenho vontade não&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;De parar em aflição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Entrei, em passadas deixadas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Que momento repleto de sensação!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Fazendo meu “eu” dar às asas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Da minha elevação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Estou em deleite cativante,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;Neste entoar deslumbrante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;"&gt;- este poema é a minha deambulação pela cidade, desde a minha casa (campo) até à academia de música (cidade)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-4687258863873774262?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/4687258863873774262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=4687258863873774262&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/4687258863873774262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/4687258863873774262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/03/ate-ao-deleite.html' title='Até ao deleite'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-1758457554703264917</id><published>2011-03-14T17:18:00.003Z</published><updated>2011-03-14T17:18:44.025Z</updated><title type='text'>não tenho título para isto. é mesmo isto...</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Porque é que tudo desaba à minha frente? (Apeteceu-me escrever isto.) Ou melhor, porque é que eu a faço desabar? A vida corre-me bem, sou uma sortuda, e mesmo assim só peço mais e mais e mais. Que injusto da minha parte. Agora sinto-me mal e arrependida por tudo aquilo que tenho e não tenho… Desculpem (mais uma vez, das tantas que já pedi). &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sou orgulhosa e demasiado ambiciosa&lt;/i&gt;. Ouvi as palavras mais duras da minha vida, mas foram-me oferecidas como quem oferece um pontapé duradoiro e flutuante sobre o meu corpo. Ai! Mas têm razão de ser. Os meus pais perguntam-me diariamente “Mas será que alguém vos [adolescentes] entenda?”. NÃO! Se eu não me entendo como é que alguém me irá entender? A única possibilidade seria alguém omnisciente e mesmo assim ficava com o meu conhecimento (não entender nada) Que ciclo manhoso e depravado! Quero regressar aos tempos em que era uma “minina”, como diz a minha adorada avó (como a amo!), em que a simplicidade reinava o meu espaço e o meu tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não me apetece escrever mais. Estou atrapalhada com a escola e não tenho vontade. Mas ao mesmo tempo… A vida é assim - contrariedades constantes! (Só habito este mundo à 17 anos e já falo como se conhecesse tudo!) Que mania de adolescente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mais uma coisa que não entendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-1758457554703264917?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/1758457554703264917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=1758457554703264917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1758457554703264917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1758457554703264917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/03/nao-tenho-titulo-para-isto-e-mesmo-isto_14.html' title='não tenho título para isto. é mesmo isto...'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-3311918322417358931</id><published>2011-02-28T19:28:00.001Z</published><updated>2011-02-28T19:29:04.229Z</updated><title type='text'>Ensejo axiomático</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;Vou ser sincera, honesta e simples: estou a chorar. Estou à beira de um ataque de nervos. Apetece-me gritar, mas, ao mesmo tempo, recatar-me na minha aconchegada cama. Ela costuma oferecer-me palavras de apoio e mimar-me como só ela sabe. Tudo neste quarto contradiz com o meu “eu” interior. Estou numa ravina, com a poeira a inundar-me os olhos, e, em vez de avistar “aquela luz”, avisto a imensidão negra, cor do alcatrão sujo, simplesmente horripilante. Este quarto é vivo, fresco, sugestivo de uma boa dose de alegria e movimento. Nada disso. Sinto-me mal entre estas quatro paredes. É tão controverso. Estou imóvel, na posição fetal, a mimar-me na almofada manchada de gelado de chocolate do meu pirralho (o que reparei agora!), a soluçar arritmicamente, e a chorar como não houvesse amanhã. E pode não haver amanhã. Estou num sôfrego indescritível e desamparado. Precisava de ajuda para me levantar desta mágoa. Mas quem me dará esta minha mão temerosa? O medo instala-se em mim. Não o consigo tirar do meu corpo. Vou pensar em tudo aquilo que não me magoa: ir ver da sopa de feijão que está ao lume fervorosa, arrumar os brinquedos e livros espalhados por esta casa – humilde, pôr a bateria da máquina fotográfica a carregar, ir estender a maldita roupa, ir ver as asneiras que o ‘pingente’ está a aprontar… tanta coisa meu deus! Qualquer dia entro em erupção, ai disso não tenho dúvidas! Sinto-me morta de cansaço, morta de felicidade, morta de inteligência, morta do meu “eu”. Quero abandonar esta melancolia e este negrume. Podem dizer-me que o melhor remédio é parar chorar, mas como faço isso? Pensar “PÁRA DE CHORAR! PÁRA DE CHORAR! PÁRA DE CHORAR!”? Falar é fácil, mas o meu cérebro não acompanha esse pensamento, como disse, ele está morto. Não pensa, não reage, o meu intelecto foi-se! Puro e simplesmente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quero renascer interiormente. Quero atingir o estado nirvana. Aí sei que posso pousar nas nuvens macias, loucas e atingíveis. Queria tocar-lhes e ver como são delicadas, sendo elas cinzentas e brancas e esfumadas e genuínas. Aí posso chorar que sei que estou segura, ninguém de deixar cair. Aqui prevalece a minha incerteza de que vou ser amparada e afastar a minha tentação irritante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A choradeira parou impetuosamente. Bastou pensar noutra coisa. Isto é incrível. Não arranjo explicações na minha criatividade e na minha imaginação. NIRVANA NIRVANA NIRVANA! Ai como o sonho é assombrosamente fantástico! (pausa indesejada) O choro regressou sem ter fim. Foi posto em vácuo e em vazio. Agora é para durar… ai que ensejo axiomático e evidente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-3311918322417358931?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/3311918322417358931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=3311918322417358931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/3311918322417358931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/3311918322417358931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/02/ensejo-axiomatico.html' title='Ensejo axiomático'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-6254582126008001691</id><published>2011-02-26T16:07:00.002Z</published><updated>2011-02-26T16:07:34.566Z</updated><title type='text'>Mais um devaneio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Há cerca de sete minutos atrás estava desanimada. Não se questionem já o porquê de estar assim, pois nunca obterão uma resposta válida de mim. Estava na rua a apanhar sol. Soube-me bem. Recordei as tardes de verão. O sol incidia-me sobre a tez e a preguiça era a rainha do meu reino. Preguiça, preguiça, preguiça… Levantei-me apressadamente. Parecia um foguete! Ele soluçava de grande. Sem linearidade, à sua maneira. Aquela criança dá-me cabo do coração! Aquele joelho já sofreu tantas arranhadelas que esta… foi só mais uma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Voltei para o meu recanto ensolarado. O meu cérebro conduziu o meu pensamento, novamente, para o verão. Não é que tenha saudades dele, mas é a ligação que o meu miolo faz, não consigo controlar. Aqui iniciaram-se os sete mais confusos do meu dia. Bloqueei. Não sei como consegui esta proeza (ou não) mas, de facto, aconteceu. O meu ego atingiu valores nunca antes vistos, o meu alento está em escala negativa, a minha inteligência (ai disso nem comento!), o meu estado de espírito ficou atrapalhado. Estava num vazio imenso, numa imensidão enclausurada a sete chaves. Vagabundeei trilhos em vácuo! É possível o ser humano ter estes momentos? De ficar a 0’s? Não sei, mas eu fiquei. Abri os olhos atarantada. Entrei pela porta da rua do meu quarto e dirigi-me ao computador. Cliquei no botão Play do programa de música e tudo mudou. Foi uma mudança brusca, forte e severa. A música de Bach tocou (música tocada por um violoncelo chamada Prelúdio Nº1). Voltei a reagir aos poucos e poucos. Acordei deste devaneio. Senti-me a vaguear pelo universo infinito. Levou-me ao encontro do meu ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aquela melodia entranhou-se no meu corpo, ainda frágil do desatino porque passei. A música teve um efeito incalculável sobre mim. Não consigo tirar mais conclusões deste episódio. Só consegui perceber isto com o coração, a sentir a entoação doce e suave a possuir o meu ser tolo. Isto é estranho, mas há coisas que o são não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-6254582126008001691?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/6254582126008001691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=6254582126008001691&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/6254582126008001691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/6254582126008001691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/02/mais-um-devaneio.html' title='Mais um devaneio'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-8747061041573791215</id><published>2011-02-22T01:02:00.001Z</published><updated>2011-02-27T10:41:53.809Z</updated><title type='text'>Precipício</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Eu não sou egocêntrica&lt;/span&gt;. (Que afirmação forte!) Não o sou. Começo (quase) sempre os meus textos com o verbo na primeira pessoa no presente do indicativo. Não o faço propositadamente, mas é que não tenho outra maneira de os iniciar. Ao princípio as palavras estão perras, precisam de algo que as desengate para elas fluírem. Já dei por mim na maré vácua dos sonhos. A imaginar um próximo texto. Mas não passa daí. (Imaginação) Posso ter 'milhentas' ideias a vaguearem-me como um mendigo na mente, mas nenhuma chega a ser concretizada. Por mais que sinta necessidade de escrever sobre um determinado assunto que me inquieta, quando chega o momento da verdade… nada sai. Fico paralisada à espera que a primeira palavra me surja. Vou ser sincera, de todas as vezes que planeei abordar determinado ponto que me perturba, nunca consolidei tal plano. Hoje, para não sair à regra, foi igual. Pareço o afamado Lobo Antunes. Escrevo aquilo que me vier à cabeça na altura. Tenho uma má articulação de ideias pelos vistos… Não gosto de ser assim. Ou melhor, não pretendo nem penso ser assim. Mas que posso fazer para o contrariar? Quando é que aplico tudo o que aprendi? A fantástica lengalenga de “Introdução, desenvolvimento e conclusão?” Não sei. Ah que reposta mais objectiva e, ao mesmo tempo, subjectiva à mente dos meus leitores. Acho que não são muitos, mas contento-me ao saber que há sempre alguém que foge à regra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; São 00:38 e estou num precipício. Sim, um precipício real! Daqueles gretados, enormes, tradicionais dos filmes de cowboys. Sinto o cheiro do pó a invadir o meu estimável estômago. A brisa atravessa o meu ser, empurra-me levemente para o final trágico: a queda. Ai queda mortífera de meu ser!... Por incrível que pareça, não tenho medo. Sou fraca em tudo o que existe, mas não sinto o terror no meu coração nem na minha lamentável pessoa. Que contradições! Por um lado, a minha intensa curiosidade quer descobrir o que existe para além dos meus pés que estão assentes nesta terra cor de argila (fazem-me lembraras fachadas dos prédios de Salamanca.). Porém, a resistir a esta curiosidade, encontro o fenómeno que me mantém verdadeiramente viva. Não há muito tempo chamaram-me orgulhosa. Eu aceitei, digeri e confirmei. É verdade… Não me sinto mal com isso, mas sei que é verdade. Este fenómeno dá tonalidade à minha vida, e com esse orgulho que tenho, não me importava com mais nada! Este fenómeno (que não é de todo nenhum númeno) orgulha-me todos os dias. Sou "mãe", sou irmã, sou princesa, sou melhor amiga, sou querida e fofinha, sou chata, já não sou amiga tem uma razão de ser: ele. Por ele, cairia no precipício só para o vigiar “lá em cima”, recuava para trás (ou para a frente) para ao abraçar e viver com ele, ficava estática só para o observar. E agora, caio ou não? Preciso que a brisa me guie na direcção que lhe convier. Preciso de pedir desculpa por não ser melhor. Preciso de pedir desculpa por ter um texto confuso e atribulado que desperta a indignação em qualquer ser vivo. Só não preciso de pedir desculpa pela pessoa que sou. Isso não peço! Desculpem…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-8747061041573791215?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/8747061041573791215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=8747061041573791215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8747061041573791215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8747061041573791215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/02/precipicio.html' title='Precipício'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-3320792215560439740</id><published>2011-02-06T15:25:00.002Z</published><updated>2011-02-27T10:43:19.895Z</updated><title type='text'>Oh amável noite escura! Oh fascinante fado irracional!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Estou num jardim de lágrimas secas e invisíveis. É controverso. Esperava-se que estivesse neste recanto cheio de cor ou a rir ou com os olhos fechados deitada na relva fina e macia a sonhar, mas não. As cores alegres transformaram-se em cores negras, escuras, frias, imóveis e intocáveis. Oh memórias da minha vida… Tenho medo de fechar os olhos. Tenho medo de me perder sem abraçar os que amo. Ai que singela criança, clama que me ama… Estou numa loucura que não consigo expressar. Tenho medo de gritar, adoro enternecidamente o silêncio. A minha voz faria eco e custaria-me ouvi-la pois estou surda desta música impossível. A melodia é fraca e inexpressiva. A respiração é ofegante? Ou é calma? Nesta demência é insuportável exprimir-me. Mais uma vez, esta obsessão pelo silêncio é notável. Quero partir, mas, ao mesmo tempo, quero ficar imóvel até não ouvir as unhas das minhas mãos cravarem a terra suja. Os meus sentidos declaram-se frágeis e pobres. Se me tocarem com um fio invisível eu desapareço neste sítio adorado e carinhoso. Oh, como é carinhoso! Acolhe-me nas trevas da minha amável obsessão. Só por isso posso afagá-lo e chorar como não tivesse alma!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Temo e tremo neste instante de infortúnio. Quero esquecer esta noite de pesadelos. Escondi-me debaixo dos amorosos lençóis que acolhem o meu corpo fatigado. Se tivesse um baú tirava este episódio nocturno para lá e desterrava-o para Belzebu. Como é possível a minha mente (que sofre de cegueira) dominar as minhas horas de descanso e relaxamento? Não consigo perceber. Eu não acredito em fado. Eu não tenho uma linha que inicia e que termina. Só conversa que aparece nas páginas de jornal e que maltratam a cabeça dos que já não têm idade para pensar racionalmente. É triste e desgostoso ver pessoas a morrer só por haver alminhas neste céu angelical que lhes dizem que a sua vida está a chegar ao fim e que deve fazer tudo o que ambiciona. Quero sair desta ruína que há séculos está a ser construída. Agora está a ter os seus momentos de glória. Oh meu superior, desaparece deste mundo por favor!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-3320792215560439740?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/3320792215560439740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=3320792215560439740&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/3320792215560439740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/3320792215560439740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2011/02/oh-amavel-noite-escura-oh-fascinante.html' title='Oh amável noite escura! Oh fascinante fado irracional!'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-7849793654733315531</id><published>2010-10-21T21:26:00.005+01:00</published><updated>2010-10-24T18:40:08.920+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saudade'/><title type='text'>Alma saudosa</title><content type='html'>Estou com saudades. Será esta uma palavra válida? Não sei. Talvez seja porque não tenho razões para dizer que não é. É confuso? Sim é, não tenho dúvidas disso.&lt;br /&gt;Quero recuar no tempo. Aquele tempo que deixa saudade, em que um esboçar de lábios significava tudo na vida. Sabia lá eu o que era a vida!...&lt;br /&gt;Hoje não me arrependo de nada, só me arrependo do que não fiz. Tenho vontade de me esmurrar, com aqueles murros tensos e fortes que deixam sangue, poças de sangue... no coração. Ele bate, bate, bate, enfim, não deixa de bater. Quero que continue assim, porque se não, que há-de ser de mim?! Já não poder cantar -com tão doce voz que parte a melodia ao meio sem deixar misericórdia, amar - com coração tão ferido e tão sarado, escrever - rios de páginas sem fim, viver - intensamente nas portas do Céu e no fim do Mundo.&lt;br /&gt;Estou farta. Estou terrivelmente farta e chateada. Não consegui perceber de imediato o que se passava. (Parti o bico do meu querido lápis de carvão). Estou cansada de tentar perceber o que se passa &lt;b&gt;comigo&lt;/b&gt;, será o "eu/co" que não é "migo"? Talvez.&lt;br /&gt;Meu santo Deus, tive um arrepio. Surgiu-me o frio neste corpo frágil de tantos combates e lutas desenfreadas. É neste momento que me apetece estar com a minha vovó, ela dar-me-ia logo o casaco de lã dela, já velho de tantos anos passados. Quero-a aqui comigo para cantar aquela música para adormecer. Aquela música que só ela sabe.&lt;br /&gt;Estou com saudades. Saudades de adormecer, saudades de amar, saudades de permanecer inquietamente intacto o meu ser.&lt;br /&gt;É tudo óbvio o que escrevi até agora? Não, claro que não. Mas a vida não se percebe nem é óbvia, é uma estrada sem sentido e sem direcção. Melhor descrição de saudade que esta? Talvez haja, mas eu ainda não a encontrei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-7849793654733315531?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=saudade' title='Alma saudosa'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/7849793654733315531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=7849793654733315531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/7849793654733315531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/7849793654733315531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2010/10/saudade-e-palavra.html' title='Alma saudosa'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-1390437457796341464</id><published>2010-04-07T23:01:00.001+01:00</published><updated>2010-04-07T23:04:12.358+01:00</updated><title type='text'>Um rabisco, um traço</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ao olharmos para uma parede branca, comparamo-la a uma folha de papel vazia. Podemos fechar os olhos num natural movimento. Mas, quando os abrimos novamente, a realidade não se altera. A folha é a folha. A parede continua a ser a parede.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;O sentimento nu e cru, quando a folha e a parede estão eternamente brancas, é a força de nos isolarmos num canto. Queremos então que, nem o piar do pássaro incomode a nossa solidão. A revolta gera-se, como um barco a naufragar. Aí apercebemo-nos que precisamos de quem nos ajude a erguer a cabeça, a voltarmos a viver, a preencher o espaço branco do suporte da nossa vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Numa primeira reflexão tentamos compreender porque é que vivemos na solidão. Seguidamente questionamos a diferença entre a folha de papel vazia e a parede totalmente branca. Chegamos logo à conclusão que, a folha de papel limpa, sem qualquer rascunho, sem qualquer rabisco, sem qualquer linha traçada e a parede totalmente branca, sem uma falha de cor, sem um risco não-cuidado, é como uma vida em isolamento completo. Anteriormente não percorremos os caminhos, para atingir o auge do nosso caminho, marcante no globo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Retiramos a conclusão que a folha branca e a parede da mesma cor, completam a nossa existência, pois estas vão-se enchendo de traços, de caminhos percorridos, de sensações entusiasmantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem nos encontra, quem nos ajuda, sendo inicialmente um desconhecido, quem nos observa, a quem, acidentalmente damos em encontrão na rua, é esse alguém que nos vai completar a vida, a quem iremos chamar amigo. Dilata então, uma afeição, uma amizade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, alguns anos vão-se sucedendo. Damo-nos conta de que construímos, aos poucos, uma amizade, eterna, perpétua. Essa amizade, que edificámos, é igual à construção de um ninho de uma qualquer cegonha. Feita com o máximos de cuidados e aos poucos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Passados esses meses e anos, percebemos que a folha de papel está cheia de linhas, de rumos levados, de rascunhos efectuados. E quando não conseguimos colocar mais nenhum ponto nessa folha, antes branca e agora transformada em negro, verificamos que o melhor é por fim à amizade, já que não há nada mais a explorar nela. Este é erro que muitos. Nós próprios alguma vez já o fizemos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;É aí que começa a surgir a saudade de uma abraço, de um beijo, de um aperto de conforto, de uma palavra, o que, a maioria das vezes, não é possível agarrar com as nossas mãos esses adoráveis sentimentos. Aí sentimos o coração a disparar de choro, os olhos a superarem os oceanos, o tacto a falhar. Agarramos em nós e apertamo-nos, contraindo os músculos, na tentativa de desaparecer. Queremos sufocar-nos de tanta saudade. De tanta mágoa. Só aí entendemos que, apagar a folha para construir tudo de novo não é possível, pois ficariam pequenas marcas gravadas e é aí que, experimentamos apagar com mais força o passado. Porém, inesperadamente, a folha rasga-se. Um golpe inexplicável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Passados anos de ignorância lembramo-nos que apagar os rabiscos da tal folha fora errado e sim, o melhor seria ter comprado uma outra folha igual, sem nenhum diferença e continuarmos o percurso da dedicação, da amizade, do amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;A vantagem de escrevermos o caminho da amizade construída por dois indivíduos numa parede, inicialmente branca, é que por mais que a escrevamos e a rabiscamos ficando negra, temos sempre a possibilidade de ir acrescentando grandeza à mesma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Tanto na parede como na folha conseguimos colocar os sentimentos, as emoções, os segredos, os conselhos, os auxílios, as zangas, os abraços. Caminhamos assim, para a amizade perfeita. Podemos defini-la como sendo criada com o coração. Com o motor que nos persegue e que nos dá tudo o que somos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;Agora pergunto-me, será melhor escrever numa parede ou numa folha, o percurso de uma amizade perfeita?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-1390437457796341464?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/1390437457796341464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=1390437457796341464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1390437457796341464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1390437457796341464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2010/04/um-rabisco-um-traco.html' title='Um rabisco, um traço'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-5003677370113555351</id><published>2009-10-05T18:20:00.009+01:00</published><updated>2009-10-05T18:57:11.547+01:00</updated><title type='text'>Caminho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Suspiro profundo. '&lt;strong&gt;Finalmente&lt;/strong&gt;', pensou Julieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era uma nova vida, mas sim um novo renascer de vida. Depois de mais de doze meses a batalhar, a travar dores, a travar choro, a lutar contra o abandono, Julieta está sem batalhas para ganhar e sem lutas a travar. Sentia-se finalmente livre de pensamentos do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do mês de Setembro. Julieta viu Lourenço. De súbito tocou na sua pele, que cobria o seu coração. Sentiu que não tinha parado. Ele, desta vez, não a tinha atraiçoado. Lourenço foi ter com ela. Sorriram. A felicidade reinava o momento. Julieta olhou-o. Todos os pontos possíveis de se verem. Estava igual. Não tinha mudado nada, não tinha crescido um centímetro. Ela sabia exacatmente como ele era. Desde o comprimento do cabelo até ao número de calçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lourenço falou, falou.. estava tagarela. Julieta mantia-se silenciosa. Apenas queria escutar a pronúncia do amigo Lourenço, medir a largura do seu sorriso, os gestos que fazia. Fechou os olhos. Olhou para o Sol que lhe passava o topo da cabeça. Cegou-lhe os olhos por momentos. Não via nada. Apenas pensava em tudo o que Lourenço pronunciava..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamada. A música soava nas mãos de Julieta. Atendeu. Era seu pai a pedir-lhe para ir ter com ele. Sentiu um aperto enorme no coração. Ela não queria ir. Mas teve que dizer que sim. Obedeceu à vontade do seu pai. Julieta olhou Lourenço. Houve uma brevíssima pausa de silêncio, até que Julieta se levantou nas escadas onde estava sentada. O chão estava quente. Entre ela e Lourenço estavam uns míseros passos. Entre esses lugares via-se o brilho que o Sol fazia reflectir. Algo a agarrava às escadas. Mas num movimento convicto disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenho que me ir embora. O meu pai está à minha espera. Tenho que lhe obedecer. Gostei de te ver, mas tenho mesmo que me ir enbora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lourenço respondeu com uma simples palavra 'Adeus'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julieta ainda pensa, se foi um 'adeus' de: que hei-de dizer mais? ou um 'adeus' de: 'eu também tenho que ir embora. Só não o quero dizer.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Julieta, nem uma nem outra questão, a incomoda agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando caminhava para ir ter com o seu pai olhava para trás, para se certificar que ele estava bem. O tempo ia passando, os seus passos iam acelerando e Lourenço ia desaparecendo. Já não o via. Começou a falar sozinha no meio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu já não sinto saudade. Eu já não sinto a necessidade de o abraçar. Eu já não senti saudade de falar mais o que ele. Eu já não sinto a necessidade de lhe mandar mensagens todos os dias só pro mandar. Será que me libertei? Será que o meu amor por ele já terminou? Será que eu já não o amo? Será que.. será que.. Por que estarei a questionar-me? Eu sei que já não sinto mais nada. Eu sei que, finalmente, a amizade por ele é mais forte que o amor! - de repente fez rodar a mochila que trazia às costas, abriu-a no seu compartimento mais pequeno e retirou de lá um pequeno espelho. Olhou para ele fixamente. Tornou outra vez a falar sozinha na rua, com meia dúzia de pessoas a passarem - Eu estou livre. O meu coração já não é exclusivamente dele. Eu já não o amo! Passou mais de um ano o meu amor extravagante por ele. - Abriu a suavemente a boca e disse alto - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou LIVRE. LIBERTEI-ME&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-5003677370113555351?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/5003677370113555351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=5003677370113555351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5003677370113555351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5003677370113555351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2009/10/caminho.html' title='Caminho'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-5561262764221686767</id><published>2009-07-24T14:39:00.000+01:00</published><updated>2009-07-24T14:40:04.366+01:00</updated><title type='text'>Noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um feixe de luz iluminou o bungalow. Abri os olhos, ainda cansados da noite anterior. Voltei a cerrá-los involuntariamente. A luz era um obstáculo. Reabri os olhos. Senti que estavam a ser bombardeados com flechas esmagadoras. Voltei a fechar num movimento resumido. Movi-me no sofá quente. Pus a mão na testa. Senti suor a escorrer-me pelo corpo. Senti alguém a meu lado. Por momentos senti calafrios pelo corpo. Pequenos formigueiros a surgirem-me. O medo a assustar-me redondamente. Afastei esses pensamentos e essas sensações. Ergui o braço e tentei tapar a luz com a mão, para conseguir abrir os olhos e ver quem me estava a abraçar. Senti o seu braço quente. Olhei, reparei que era ELE. Senti-me segura. João estava lá. Perdi o medo. Sorri. Beijei-lhe a testa suavemente para não o acordar. Fechei os olhos. Senti-o a mexer-se. Senti que ele acordara, não era minha intenção. Percebi que estava a ser olhada por ele. Não quis reabrir os olhos. Gostei daquela sensação. Senti o meu íntimo a pestanejar de emoção. Caiu uma lágrima inesperada. Não a pensei antes de a derramar. Ele, com a sua mão quente, limpou-me o rosto. Sorri. Beijou-me. Sorri. Os nossos corações estavam em sobressalto. Faziam movimentos bruscos. Demoraram até estabilizar. Pararam. De súbito, o feixe de luz perdeu-se. Adormecemos tranquilamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-5561262764221686767?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/5561262764221686767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=5561262764221686767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5561262764221686767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5561262764221686767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2009/07/noite.html' title='Noite'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-8008982461066735527</id><published>2009-05-12T00:26:00.001+01:00</published><updated>2009-05-12T00:27:34.128+01:00</updated><title type='text'>Início</title><content type='html'>Joanne vivia afastada da cidade. Tinha uma casa grande, talvez enorme. Talvez das maiores da cidade. Para ela tem o jardim mais relaxante da vida dela. Quando se entra sente-se o cheio a flores, o cheiro a amores-perfeitos. O cheiro à resina dos pinheiros. O cheiro e o sabor da brisa que lhe corre pela cara e que lhe faz sobressair as cores de Outono dos seus olhos. Olhos radiantes. Uma brisa que lhe corre tranquila na cara e que lhe levanta, cuidadosamente, os cabelos fazendo-os bailar «ao sabor do vento». A sua habitação é fenomenal pois vê duas serras. Duas serras que têm a cor branca no Inverno e a cor verde, amarela e vermelha no Verão e na maravilhosa Primavera.&lt;br /&gt;Joanne vive rodeada de amigos, de movimentos, de olhares e de tristeza. Joanne é extremamente sociável, não há dúvida para isso. Mas, Joanne acha que não é suficientemente feliz. Joanne tem amigos, muito amigos, carradas de amigos. Mas, os verdadeiros amigos Joanne tem aqueles que lhe chegam.&lt;br /&gt;Para ela, não há necessidade de ter mais. Basta-lhe aqueles que tem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-8008982461066735527?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/8008982461066735527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=8008982461066735527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8008982461066735527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8008982461066735527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2009/05/inicio.html' title='Início'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-5791552472109017820</id><published>2009-04-22T20:29:00.000+01:00</published><updated>2009-04-22T20:31:12.344+01:00</updated><title type='text'>Amor de amigo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;JULHO de 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Era Verão, Julho, mês quente e seco. Tudo começou por aí. Aquele mês fora decisivo. Foi o mês em que Joanne aprofundou uma grande amizade. Uma amizade que ainda agora dura. Uma amizade que foi fortalecendo ao longo do tempo. O sujeito que ocupava a cabeça de Joanne era João. Joanne conhecera João na escola. Antes de o conhecer, pensara que era um indivíduo comum, igual a todos os outros rapazes. Mais tarde, descobriu que não. Mensagens e mais mensagens, e conversas e mais conversas, e cresceu uma grande amizade. Uma amizade que dura e durará. Uma vida constrói-se, mas o tempo pode levá-la sem se esperar. Uma amizade nunca desaparece, uma amizade permanece mesmo quando o tempo passa. O mês de Julho foi passado em alvoroço e excitação. Joanne corria pelos campos, corria pelos jardins, corria fortemente pela praia. As ondas sorriam delicadamente. Suavidade, calmaria. Joanne não se importava com a brisa, pois era uma barreira que ela ultrapassava facilmente.&lt;br /&gt;         Joanne não se apercebera de que tinha passado mais tempo com o telemóvel do que com os amigos. Mas, para ela, isso não importava. O amor estava acima dos amigos. Estava acima daqueles que a adoravam. No dia sete de Julho Joanne estava frágil. Joanne passou o dia de uma forma preguiçosa. Para sua surpresa, Joanne passou o dia a pensar em João. Joanne sentia-se estranha. Só pensava em JOÃO! Até que, à noite, decidiu dizer um “Olá!”. João respondera-lhe com um “Olaaaaaa!”. A noite foi passando até que Joanne, sem pensar, disse: “João, eu amo-te. Eu gosto tanto de ti. Tu fazes-me tanta falta! És-me essencial. Não consigo viver mais sem ti. Não consigo viver mais sem ti a meu lado. Eu simplesmente te amo.” Choque. Joanne ficou chocada! Como conseguira enviar aquela mensagem? Aquela mensagem traduzia tudo aquilo que ela não sentia de verdade. Aquela singela mensagem traduzia um sentimento desconhecido ao coração de Joanne. Nunca havia sentido amor, (“amo”), por pessoa alguma. João respondera-lhe: “Joanne, tu sabes que és uma grande amiga. Eu gosto de ti, mas não passa de uma amizade, desculpa. Vou dormir. Beijinhos. Adoro-te.”. Joanne agarrou no seu amado ursinho de peluche e começou a chorar. Ela não sabia bem no que se tinha metido. Não sabia se ia perder a amizade dele, ou se chorava porque tinha dito palavras que não sentia. Joanne pensou e repensou esta mensagem durante muito tempo. Nunca chegou a encontrar a verdadeira razão por ter dito aquilo!&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;OUTUBRO de 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Chegara ao mês de Outubro. Mês incerto para o calendário de Joanne. Mês em que a sua vida deu uma volta de 180º. Mudou por completo. Mês em que Joanne descobriu a verdadeira razão da mensagem que havia mandado a João, nos finais do mês de Julho.&lt;br /&gt;         Joanne estava apaixonada por João. Passados três meses, João tornara-se o melhor amigo de Joanne. Joanne e João confiavam um no outro como nunca ninguém confiara. Tinham uma cumplicidade tal que os dois se amavam. &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Era amor de amizade. Amor forte. Amor verdadeiro. Amor que nunca acabaria. Amor fortíssimo. Amor sem palavras.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-5791552472109017820?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/5791552472109017820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=5791552472109017820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5791552472109017820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/5791552472109017820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2009/04/amor-de-amigo.html' title='Amor de amigo'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-3804819527374334218</id><published>2009-03-12T21:19:00.005Z</published><updated>2009-05-12T00:28:31.104+01:00</updated><title type='text'>O papel escrito com tinta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouviu-se um suspirar assustado de alguém. Sentiu-se o suor de uma personagem, a fazer sombra na parede de um quarto sólido. O suor percorria-lhe o corpo inteiro. Viu-se uma pinga a pisar bruscamente o chão, sem dó nem piedade. Pequenos formigueiros apareciam-lhe sem razão possível. &lt;span style="font-size:85%;color:#339999;"&gt;Era nervosismo.&lt;/span&gt; Com certeza que era o medonho e apavorante nervosismo que se fazia sentir. Joanne estava deitada na sua cama. Apesar do seu quarto estar quente, Joanne estava com arrepios frequentes. Junto ao nervosismo vinham as lágrimas desalmadas. Lágrimas que secavam com o calor do quarto, que congelavam com o pensamento e sentimento do seu coração. Joanne, rapariga divertida, inteligente e com uma alegria notável, estava claramente triste e desolada. Joanne sempre acreditara que o amor estava acima de tudo. Mesmo que acontecesse uma tragédia, o amor valia mais que grandes amigos. Essa opinião modificara-se por completo num abrir e fechar de olhos. Num ápice, Joanne apercebera-se que o amor se interliga com a amizade. Pontos fundamentais estavam em sintonia. Uma amizade que, sem um grande amor, não valia de nada.&lt;br /&gt;Joanne deitava lágrimas. Muitas lágrimas se comparadas com o seu ritmo habitual. Joanne, em outros tempos, chorava em ocasiões felizes, mas o destino pregara-lhe uma partida. Joanne aprendeu que se chora em momentos alegres e em momentos amargurados. Nesse momento, Joanne vivia uma situação dolorosa e atribulada. Amor e Amizade. Para ela, estas duas palavras representavam UMA VIDA! Uma vida que, sem amor e sem amizade, poderia acabar porque não faria sentido.&lt;br /&gt;O quarto, no qual Joanne passava maior parte do seu tempo, tinha cores alegres. Cores a que Joanne agora não ligava. Joanne vivia no seu Mundo. Um Mundo sem cores, sem movimento e sem entusiasmo. Um Mundo individual, um Mundo pertencente a um Reino só dela. Um reino em que não havia dragões, nem princesas, nem príncipes encantados. Não existiam essas histórias mirabolantes, no Mundo de Joanne. Existia, porém, um Mundo realista e consciente. O Mundo de Joanne era a sua cama. Uma cama grande, cheia de cores, com uma companhia sempre presente: o seu ursinho. O tal ursinho que era a companhia eterna de Joanne, a companhia que Joanne tinha quando queria aliviar da tensão e desabafar com algum ser, a companhia que a auxiliava e seguia a vida diária de Joanne. Uma vida que se tornara numa lástima.&lt;br /&gt;Joanne deitou-se na cama. Esperava ansiosamente que o seu choro terminasse. Já tinha recapitulado para si mesma, muitas vezes, esta história. Mas, todas as noites, Joanne fazia questão de se relembrar. Apesar de não querer, não lhe saia do pensamento.&lt;br /&gt;Instantaneamente, levantou-se da cama e lembrou-se de pegar num papel e numa caneta. Joanne tinha um dom. Joanne escrevia lindamente. As palavras saíam-lhe naturalmente, não havia plágios. Joanne, quando pegava numa caneta, lembrava-se do vento e da brisa. Lembrava-se que o vento nunca tem sempre a mesma intensidade. Está sempre a mudar. Por vezes é suave, por vezes é bravio e rude. O pensamento dela também era assim! A imaginação e criatividade iam e regressavam. As ondas também se podem juntar ao leque de opções (vento e brisa).&lt;br /&gt;Joanne retirou um papel qualquer do seu dossier da escola. Um dossier com uma singela cor: azul mar, ou talvez azul céu – as cores que representavam as suas duas grandes características. Regressou ao seu local preferido, a sua cama. Fez um traço na diagonal com uma caneta, que estava perdida na sua secretária cheia de papéis, livros e frases espalhadas. A caneta, ao primeiro traço, negou-se à escrita, mas, posteriormente, com um pouco mais de brusquidão, escreveu suavemente no papel cheio de dobras. Escreveu cinco palavras-chave.&lt;br /&gt;“Toquei, olhei, aproximei, chorei, admirei.”&lt;br /&gt;Ordenou-as por instantes e, de seguida, rasurou-as pois a ordem que tinha colocado não era a correcta. Voltou a escrevê-las. Os seus olhos estavam raiados de sangue, estava a tremer… Rasgou a folha. Colocou as pernas encostadas ao peito. Com os braços agarrou fortemente os joelhos e apertou-os com uma força inigualável contra o seu peito. Parou. Estes gestos súbitos fizeram-lhe retardar o batimento cardíaco. Olhou para a frente e viu-se no espelho que se encontrava ao pé da cama. Os olhos brilhavam. Retomou o seu papel rasgado. Num cantinho, em que o papel não estivesse amarrotado, redigiu novamente as cinco palavras. Ordenou-as, com rapidez.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;“Olhei, admirei, aproximei, toquei, chorei.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, estavam na ordem correcta. Pensou e hesitou um minuto, mas prosseguiu. Passados momentos, estavam construídas cinco frases:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Olhei, os meus olhos ficaram cegos ao vê-lo. Admirei, os meus olhos secaram e perderam o brilho. Aproximei, o ritmo cardíaco tornou-se instantaneamente acelerado. Toquei, senti falta de respiração. Chorei, por não poder tê-lo nos meus braços.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;[excerto de uma longa história]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-3804819527374334218?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/3804819527374334218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=3804819527374334218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/3804819527374334218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/3804819527374334218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2009/03/ouviu-se-um-suspirar-assustado-de.html' title='O papel escrito com tinta'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-8135328759042855053</id><published>2009-01-25T19:38:00.001Z</published><updated>2009-01-26T21:41:28.307Z</updated><title type='text'>Joanne &amp; João</title><content type='html'>O silêncio estava ausente. Tudo se perdera num abrir e fechar de olhos. A luz que lhe iluminava o caminho fechara-se, apagara-se. Ouviu-se um tiro no escuro. Não, não fora um tiro. Fora algo que não se distinguira bem do barulho que se fazia sentir. Talvez um “espirrar” de alguém. Alguém único que assistia à cena de olhos abertos. Alguém que vira a cena toda. Toda, mas mesmo toda. Joanne e João. Eram os únicos numa rua com a inexistência de luz e existência de barulho. Talvez fosse a rua mais deserta daquela cidade. Porque, ao contrário daquela rua, em todas as outras havia pubs, discotecas e bares.&lt;br /&gt;         Joanne tossiu. Joanne deitou lágrimas de tristeza. João não entendia porquê. Tentou compreender mas não entendeu. Passaram-se mais alguns minutos inacabados e João continuava a não entender. Joanne acelerava a sua rotina de lágrimas e, desta vez, não conseguia por um fim àquela tristeza toda. Não conseguiram dizer nem uma palavra. Nem um “Não!”, nem um “Sim!”, nem um “Diz!”. Palavras simples mas difíceis de dizer. Algo se martirizava naquela rua.&lt;br /&gt;         Ouviu-se um tiro. Sim, desta vez ouviu-se um tiro. Não havia dúvida que fora um tiro. Um tiro certeiro no coração de alguém. Joanne caiu no chão desamparada. Bateu com a cabeça, à porta de uma casa desconhecida. Joanne estava morta. Fora um tiro vindo do nada. Alguém por gosto, talvez, fizera disparar uma arma. Joanne deitava sangue fora pela sua delicada boca.&lt;br /&gt;         -Atingiram-na! Atingiram-na! NÃO! NÃO! NÃO! – João estava sofredor. Chorava como Joanne. – Mataram-na! SIM, mataram-na! – João estava suado, as lágrimas não paravam. O cabelo estava molhado. O seu pensamento era dominado pelo nome Joanne.&lt;br /&gt;         A noite passou-se em branco. João estava num jardim obscuro. Nunca estivera ali. À sua volta tudo era desconhecido. Não havia flores. Não havia árvores. Não havia pássaros em liberdade. Não havia barulho. Para si, era um sítio perfeito. Não lhe fazia lembrar ninguém. Especialmente, não lhe fazia lembrar Joanne.&lt;br /&gt;         Num ápice, ao pensar no que estaria ali a fazer, lembrou-se de recordar a noite que havia passado.&lt;br /&gt;         Começou pelo fim da história inanimada. Começou pela parte de Joanne ter falecido. Depois, deitou mais algumas lágrimas. Regressou ao início da história. Joanne, naquela noite, tinha-se vestido a rigor. Joanne era bonita. Para João, era muito bonita. Para João, era mais bonita por dentro do que por fora, e era isso que lhe interessava. Joanne, à meia-noite precisamente, foi ter com João àquela “sangrenta” rua. Quando se aproximaram, Joanne abraçou-o e disse-lhe que o amava. Joanne sentiu-o com as suas calorosas mãos. Sentiu-lhe o olhar fixo nos seus olhos. Assustou-a por momentos, mas depois controlou a situação com o desvio do olhar. João amava-a, mas não da mesma maneira que Joanne o amava a ele. Eram maneiras diferentes de amar. Joanne sabia disso mas, mesmo assim, decidira arriscar. Arriscara e sofrera. Joanne estava assustada com o barulho. Não era aquilo que ela queria. Nem naquele lugar, mas não conseguiu dizer-lhe nada acerca daquele sítio. Não conseguiu dizer-lhe uma coisa tão insignificante, porque não era aquilo que lhe interessava naquele momento.&lt;br /&gt;         -João, eu não quero mais. Estou cansada!&lt;br /&gt;         -Joanne, que se pass…&lt;br /&gt;         -João, não te atrevas a falar. Por favor, ouve-me! – Joanne estava nervosa, mas mesmo assim prosseguiu. – João, há meses que te amo, e tu sabes disso! Mas tu pensas que é só por amizade. Claro que não é. É mais do que isso! Eu ajudei-te em tantos momentos! Não fazes ideia. Há tantas situações em que te fiz bem, mas tu não reparaste! &lt;br /&gt;Ouviu-se um grito na rua ao lado. Joanne pensou que fosse mais uma pessoa alcoolizada a desmaiar. E assim continuou&lt;br /&gt;– Eu arrisquei o meu amor por ti, para tu poderes amar à vontade. Amar uma rapariga amiga. Amar quem tu amas de verdade. Enquanto tu vivias feliz com ela, eu sofria sem tu saberes. Eu ajudei-te tanto com ela que eu, bem… sofri com isso. Mas tu não percebeste porque estavas cego, e não vias o que tinhas à frente! Não vias o meu amor interminável por ti!&lt;br /&gt;João deitou uma lágrima de inocência. Apercebeu-se do que tinha feito. Por vezes, parecia-lhe que Joanne o amava, mas outras vezes não tinha a certeza. Parecia-lhe apenas que o amava como amigo!&lt;br /&gt;         - Joanne, porque não me con… – João estava confuso.&lt;br /&gt;         - João, eu apenas te queria ver feliz, nada mais que isso. Eu amo-te como nunca ninguém te amou. E ninguém te irá amar como eu te amo. Eu adoro-te como nunca ninguém te adorou. Eu simplesmente tenho a consciência de que te amo. Nada irá mudar isso. Eras o meu melhor amigo. Nada mudará. Mas eu amo-te. Tenho a noção do que estou a dizer.&lt;br /&gt;         - Joanne, mas eu gosto de ti apenas como amiga, nada mais. Tu sabes que eu amo outra pessoa. Há tempos e tempos que a amo. Eu disse-te tantas vezes isso! – João estava triste.&lt;br /&gt;Ouviu-se um tiro. Ninguém ligou. Ambos não ligaram ao que ouviram.&lt;br /&gt;         - Não me digas isso! Por favor!&lt;br /&gt;         Ouviu-se outro tiro. Este sim era decisivo. Era o tal tiro. João tapou os olhos. Não quis relembrar-se do que tinha sucedido depois. Apenas quis relembrar-se da cara de Joanne. Da cara cheia de lágrimas de Joanne. Da cara com o sorriso mais bonito que alguma vez tinha visto.&lt;br /&gt;         Naquele sítio, onde se encontrava, João chorava mais umas quantas vezes. João lembrou-se de duas frases que Joanne tinha pronunciado: “Eu amo-te como nunca ninguém te amou. E ninguém te irá amar como eu te amo.” Neste momento Joanne já não estava cá. Partira. Partira coberta de sangue e com lágrimas. Talvez de satisfação porque conseguira dizer aquilo que tanto ansiava dizer.&lt;br /&gt;         João, a partir daquela noite, apercebeu-se de uma coisa. Apercebeu-se que amava Joanne. Amava-a tanto como ela o amava a ele. Era isso que Joanne queria. Era isso que Joanne queria sentir lá em cima, do sítio em que o vigiava e tomava conta dele. O céu estrelado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-8135328759042855053?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/8135328759042855053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=8135328759042855053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8135328759042855053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8135328759042855053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2009/01/joanne-joo.html' title='Joanne &amp; João'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-8685284119447269584</id><published>2008-12-16T22:24:00.001Z</published><updated>2008-12-16T22:29:57.772Z</updated><title type='text'>Mundo heterogéneo. Por quê?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;Carinho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – acto ou efeito de acarinhar; mimo; afago; carícia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ternura&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – qualidade do que é terno; meiguice.&lt;br /&gt; .&lt;br /&gt;Estas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;duas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; palavras simbolizam algo para a vida de uma pessoa. Quem não gosta de receber atenção? Quem não gosta de ter mimos constantes e diários? Quem não gosta de ter alguém, ou ter muitas pessoas que dessem carinho e ternura? Acho que ninguém. Acho isto porque não entrevistei todas as pessoas no Mundo. Acho isto porque não conheço todos os feitios do Mundo. Acho isto porque não conheço toda a população a viver no mesmo planeta que eu!&lt;br /&gt; .&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;Violência&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – acção violenta; força; tirania; coacção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;Solidão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – estado do que está só; solitário; isolado; único.&lt;br /&gt; .&lt;br /&gt;Podia estar aqui a descrever muito bem estas palavras. Mas poucas frases, poucas palavras chegam, pouca atenção chega. Estar só é estar isolado de todos os Humanos que vivem na Terra. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Aquele indivíduo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que prefere viver sem carinho que prefere viver na companhia das suas vestes é um ser humano anormal. No sentido de que a pessoa não está dentro da norma. Qualquer ser humano decente gosta de ter alguém, algum objecto para se acompanhar durante a vida. &lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quem não o quer… é quem não sabe o que quer no Mundo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Ou talvez não. As palavras que acabei de escrever podem ter sido duras para umas pessoas mas fáceis e sem sentido para outras. Outro lado da palavra solidão é querer ser amado, querer ser adorado mas… ninguém neste planeta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;se dignou a dar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Porquê? Quem não gosta de ajudar os meninos que vivem nos abrigos, a viver em casas sem condições necessárias para a sobrevivência da vida. Quem ajuda os outros de certo que gosta de receber em troca algum sorriso, algum afecto, algum bem material que, por gosto, esses meninos dão m troca. Meninos, jovens, adolescentes, adultos, idosos... enfim todo o tipo de classes sociais, todo o tipo de escalão etário. Querer ter um carinho insignificante para uns é algo mau. Há &lt;em&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;“génios burros”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que pensam que sabem tudo… mas na realidade não sabem. Para uns acabar com a solidão é fácil. Mas para outros é uma tarefa que sempre existirá. &lt;span style="font-size:130%;color:#336666;"&gt;O Mundo não é homogéneo.&lt;/span&gt; Porque será? Tantas, imensas respostas a esta pergunta fácil para uns e difícil para outros.&lt;br /&gt;         Ora vejamos… a palavra &lt;strong&gt;violência&lt;/strong&gt; é uma palavra feia. Uma palavra que não se deve usar mas, infelizmente cada vez se utiliza mais (por vezes nas piores das situações). Cada vez há mais homens e mulheres maltratados. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Deixados” ao abandono, a levarem bofetadas, pontapés, insultos, tudo o que se possa imaginar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; É horrível ver um homem e uma mulher vítimas de violência. Há a &lt;strong&gt;violência&lt;/strong&gt; doméstica, a &lt;strong&gt;violência&lt;/strong&gt; no namoro, a &lt;strong&gt;violência &lt;/strong&gt;só por brincadeira. Esta é a pior. &lt;strong&gt;Violência&lt;/strong&gt; na brincadeira, isto é agredir ou ter um acto violento. Quem tem prazer de bater em algum ser Humano? Quem ter prazer de espancar um pobre e coitado ser Humano? Pobres das pessoas que vieram ao Mundo para lhe fazer mal. Miseravelmente as mulheres continuam a ser o maior algo de violência. Não quer dizer que os homens não sejam maltratados mas as mulheres são o principal alvo&lt;span style="color:#003333;"&gt;.&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Uma mulher com toque feminino é bonita. Mas com um toque masculino é horrível.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;É &lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;lastimável&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;no Mundo haver estes casos.&lt;br /&gt;         Em suma quem quer ser acarinhado faça com que não se mime demais. Quem quer viver na tristeza e na idão da vida continue a viver, não há impedimento nenhum! Mas por qualquer motivo haveria de haver?! O meu subconsciente diz que não. Claro que não! O Mundo cada vez mais é menos invejoso, não dá nada a ninguém. &lt;span style="font-size:180%;color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É MENTIRA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Tudo o que disse é mentira (se é que assim as pessoas o entenderam. A ironia é um processo fácil de usar). A mentira é um ponto forte para a violência. Palavra mal empregue? Porque se usa tantas vezes esta palavra? Há mais palavras para dizerem a mesma coisa? A mesma palavra? Sim, com certeza, mas aquela mísera e singela palavra tem mais furor. É mais apelativa. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;É mais culminante nas cabeças sem cérebro da população.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Há uma frase muito importante. Um frase que nunca esquecerei. Uma frase que alterarei mais à frente. Foi &lt;em&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Helen Rowland&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que teve a iniciativa de a escrever:&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;“Perguntar a uma rapariga se a podemos beijar é um meio insultante de lhe deixar toda a responsabilidade”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Eu altero-a porque acho que não está correcta. Talvez não tenha razão mas é a minha perspectiva. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#336666;"&gt;Perguntar ao Mundo se o podemos beijar é um meio insultante para quem não pode ter gratuitamente esse beijo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; De certo não concordaram. Ou talvez não. Eu concordo com mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-8685284119447269584?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/8685284119447269584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=8685284119447269584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8685284119447269584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/8685284119447269584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2008/12/mundo-heterogneo-por-qu.html' title='Mundo heterogéneo. Por quê?'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-1417282928004950324</id><published>2008-11-15T17:43:00.001Z</published><updated>2008-11-15T17:45:15.391Z</updated><title type='text'>Amor de família</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;           &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Querer sobreviver é sinal que ainda temos pensamento. Querer subir mais alto é mostrar que ainda somos alguém no Mundo. Querer chorar… as pessoas deixam. Querer berrar… as pessoas deixam. Querer viver… as pessoas deixam. Querer sobreviver à desgraça… as pessoas deixam. Querer gritar na escuridão… as pessoas deixam. Querer berrar no meio da rua… as pessoas deixam. Querer dizer algo ao Mundo… as pessoas deixam. Querer viver sozinhos… as pessoas deixam. Querer ser respeitado… as pessoas deixam. Querer ter o Mundo nas nossas mãos… as pessoas deixam. Querer ser amado… as pessoas não deixam. Porque será que quando se fala em amor as pessoas rejeitam esse tema? Quando se ama uma pessoa chega-se a uma janela e grita-se, como um louco, gane-se como um cão, chora como os bebés recém-nascidos, respira-se como um peixe. Geme-se como um bebé a pedir socorro. Quando se fica sem voz sussurra-se como um mudo. Dizer ao Mundo o quanto ele é o melhor para mim as pessoas acham que amor de família é grande mas sem muito interesse. Para mim é o meu interesse. Ele é tudo! Ele é querido! Ele é fabuloso! Ele é amigo! Ele é o melhor irmão que se pode ter! Ele é espantoso! Ele é brincalhão! Ele não vive na solidão! Ele vive comigo! Ele vive comigo! Ele vive comigo! Nada melhor que isso! Quando se ama uma pessoa é difícil esquecê-la! É impossível eu esquecê-lo. Estou em qualquer lado mas sempre a pensar nele! Quando se faz asneira pela primeira, segunda, terceira vez nunca é demais porque ao fim de um ou dois minutos abraçamo-lo e beijamo-lo porque é inaceitável ficarmos chateados. Sobretudo, quando o amamos, o vimos nascer, o pegarmos-lhe pela primeira vez, o abraçá-lo pela primeira vez, o “gosto de ti” que se diz a qualquer momento do dia, as risadas que se fazem, as asneiras que se fazem (qualquer tipo de asneira), o primeiro sorriso dele para mim! Tudo fica guardado no nosso coração se o amamos realmente. Em suma, é imperdoável esquecermo-nos destes momentos tão bons. Tudo é especial quando se assiste ao nascimento do nosso irmão pela primeira vez. Tudo é essencial quando há momentos bons e maus para mais tarde recordar e contar e recontar para nunca nos esquecermos que ele foi assim, que ele fez isto, que ele fez aquilo…&lt;br /&gt;            Aqueles sorrisos de papoila a desabrochar são oiro na minha alma. Aquelas asneiras que ele faz são prata no meu pensamento. Aqueles abraços e beijos profundos e sentimentalistas são bronze aqui dentro, em qualquer parte do corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-1417282928004950324?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/1417282928004950324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=1417282928004950324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1417282928004950324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1417282928004950324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2008/11/amor-de-famlia.html' title='Amor de família'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-1446806049899786984</id><published>2008-11-15T17:13:00.006Z</published><updated>2008-12-16T22:33:31.515Z</updated><title type='text'>Estupidez</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Porque é que o ser humano é assim?!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não valia mais o coração parar de bater, o mundo acabar, o &lt;em&gt;apocalipse&lt;/em&gt; acontecer?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é justo. O Mundo não é justo para ninguém mas... sobretudo para uma rapariga. Tudo na vida é feito de asneiras. Tudo no Mundo é feito de pequenos descuidos. Mas cometer descuidos a mais é com a esta adolescente. Porquê? Porquê? E Porquê? Quando se &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;adora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; uma pessoa é fácil dizê-lo. Quando se &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ama&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; uma pessoa é difícil dizê-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;Episódio:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"-Eu amo-te. Quero ficar contigo." - vindo de uma criança a um jovem, que ainda não entrou na adolescência, é fácil porque ainda não sabe o que dizer a outra pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma criança não tem poderes para adivinhar qual a resposta mas um adolescente já os tem. Isto porque já tem algum &lt;strong&gt;CÉREBRO &lt;/strong&gt;para saber o que vai na cabeça do outro adolescente. Mas isto, por vezes, não contece. Há raridades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque será assim tão difícil? &lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Este Mundo é tão parvo que não se sabe o que se esperar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;CASO VERÍDICO ou SEMI-VERÍDICO ou talvez seja um CASO FALSO:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma adolescente gosta de um rapaz que por sinal é o seu melhor amigo. E agora que irá fazer ela? Obrigar uma pessoa a gostar, a dizer sim, a dizer "&lt;em&gt;eu gosto de ti minha melhor amiga&lt;/em&gt;!".Não é o mais correcto de se fazer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;1. Primeira dificuldade:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O adolescente gosta de outra pessoa.(é o comum...)&lt;/strong&gt; O que pensará esta rapariga? Não sei. Mas talvez consiga saber se vir as lágrimas que deita todos os dias. Todas as horas. Todos os minutos. Todos os momentos. O rapaz nunca viu. Pode acreditar ou não. Eu acredito. Eu vi. Eu vejo este caso verídico ou semi verídico ou FALSO todos os momentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;2. Segunda dificuldade:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;A outra.. como se diz vulgarmente é a melhor amiga da rapariga.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Que se pode fazer? Isto é um triângulo. Vou tentar explicar.. há duas raparigas e um rapaz. Começando pelo rapaz.. o rapaz tem uma melhor amiga. O rapaz não gosta dessa melhor amiga mas sim da outra rapariga. Mas a outra rapariga não gosta dele e por acaso é a melhor amiga da rapariga que gosta dele. É difícil de entender eu sei...&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;span style="color:#339999;"&gt;Eu entendo isso muito bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt; &lt;/span&gt;A rapariga entende tudo o que se está a passar e até &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;sofre&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; por fazer com que a sua melhor amiga goste do rapaz. Está a entrar em sufoco. Porquê? A rapariga está a tentar juntar os seus dois melhores amigos. Mas não consegue.. Com isso &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;sofre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;3. Terceira e última dificuldade (por agora. É o número da perfeição. Mas neste caso não o é!):&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O rapaz sem mais nem menos deixou de falar com a rapriga que gostava dele. E agora eu vejo que ela está de rastos. Não há mensagens, não há comentários que resultem. Ele simplesmente não lhe responde e a rapariga que o &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;adora/ama&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (ainda é muito cedo para dizer a palavra &lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;AMO-TE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;), não sabe porquê? As lágrimas ainda não pararam depois de o rapaz não lhe dizer nada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CONCLUSÃO:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Isto está a fazer com que a rapariga fique em apuros... com a morte. Ela sempre sonhou com &lt;em&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;morte imediata&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Mas isto está a uma morte que corre devagar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Espermos que o Mundo mude até a rapariga poder viver. O que não se está a verificar! Este caso é quase todo mentira. Não acreditem no que os escritores dizem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-1446806049899786984?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/1446806049899786984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=1446806049899786984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1446806049899786984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/1446806049899786984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2008/11/estupidez.html' title='Estupidez'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-7538247175136464909</id><published>2008-07-15T00:03:00.001+01:00</published><updated>2008-07-15T00:09:38.244+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minha opinião'/><title type='text'>Liberdade ou solidão?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; mata!&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é um desespero!&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é um ar que não tem graça!&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é um grito no escuro!&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é uma pessoa sem cabeça!&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é uma simples e modesta desgraça!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; também nos transporta a ver este Mundo de outra forma. “É querer estar preso por vontade.” (como dizia o poeta Fernando Pessoa)&lt;br /&gt;Quando nos sentimos &lt;strong&gt;livres&lt;/strong&gt;, temos a sensação que a nossa massa cinzenta está a raciocinar. Sentimo-nos autónomos; sentimo-nos independentes; sentimo-nos contentes com nós próprios. Em suma, sentimo-nos felizes com aquele momento, em que o estamos a viver. Mas ao termos &lt;strong&gt;liberdade&lt;/strong&gt;, há sempre impedimentos. Não podemos gritar ao meio da noite para &lt;strong&gt;libertarmos&lt;/strong&gt; o stress, não podemos dar de comer às crianças que necessitam porque pensam que as estamos a drogar, não podemos dizer ao Mundo o quanto nos sentimos felizes porque a população pensa logo que este ser humano é maluco. Não podemos fazer aquilo que nos apetece porque há sempre ilegalidades e oposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que será melhor, a &lt;strong&gt;liberdade&lt;/strong&gt; ou a &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt;? Eu prefiro a &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt;. Na &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; a sociedade que nos acolhe e envolve já pensa que não temos ninguém, que não temos apoio, que não temos ninguém para nos agarrar quando nos deixamos cair na tentação. A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; não nos entristece, apenas nos põe pensativos com aquilo que somos e com aquilo que pensamos que temos coragem em fazer. Apesar de não termos ninguém, há sempre várias coisas que nos acolhem… o som das borboletas a darem-nos opiniões necessárias, o som da brisa que faz um ruído fraco e simples ao baterem-nos na nossa face. A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é um caminho longo a percorrer. A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; mata-nos ao não termos ninguém. A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é darmos um grito profundo no nosso pensamento. A solidão é o desespero da nossa cara. A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt; é a desgraça que nos dá vida. Esta palavra elementar e básica é o suporte da nossa desgraça e da nossa sobrevivência. É a palavra que não nos sai da cabeça enquanto dormimos. Esta palavra é o símbolo de que ainda habitamos neste planeta! O ser humano habita neste planeta! A &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, infelizmente,&lt;/span&gt; existe neste planeta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-7538247175136464909?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/7538247175136464909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=7538247175136464909&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/7538247175136464909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/7538247175136464909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2008/07/liberdade-ou-solido.html' title='Liberdade ou solidão?'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-2479732431779818682</id><published>2008-07-14T23:47:00.003+01:00</published><updated>2008-07-15T00:13:11.675+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Há que pensar'/><title type='text'>Cinzento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000000;"&gt;Quando olhava pela janela via a alegria dos pássaros, com o seu piar barulhento e livres; das plantas, a fazerem aquele sorriso simbólico por terem aquele ar tão bom; e aquela brisa que corria sem pressas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000000;"&gt;Hoje… não. Tudo perdeu a cor. Os pássaros já não migram, as plantas murcham de tanta solidão. Mas que será preciso fazer para que o Mundo mude? O que será preciso fazer para pôr a comunidade feliz e com um sorriso que demonstra a felicidade que os rodeia?&lt;br /&gt;Nesta vida tudo é cinzento. É a nossa massa cinzenta, que não pensa (ou não quer pensar); é o nosso ar que está tão poluído… mas o que será mais importante, o nosso pensamento ou o nosso ar com que respiramos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sem cabeça não se vai a lado nenhum! Mas sem ar, o ser humano não sobrevive. Eu apenas… quero um simples, singelo e modesto coração. O coração, ao menos trabalha como um motor, é um ser vivo! Mas esse coração trás benefícios e malefícios. Tanto pode trabalhar pelo lado certo ou pelo lado contrário. O meu trabalha num ritmo acelerado quando estou feliz e quando estou triste. Quero apenas viver com ele. Sem chatices e sem massa cinzenta para me dizer o que está certo ou errado! Por vezes o caminho errado é aquele em que nos apercebemos porque o escolhemos e porque motivos o escolhemos. O caminho certo nem sempre nos mostra a realidade na verdade com esta é. Em certas ocasiões dava jeito escolhermos o caminho errado, para tudo não ser tão fácil na vida. Pelo caminho certo desfrutamos das facilidades que a vida nos oferece e que, por vezes, temos de aprender a recusar. Para saber qual as vantagens e as desvantagens deste dois caminhos temos que desenvolver o nosso pensamento e raciociná-lo antes de eleger o traço certo marcado, para sempre, no nosso percurso de sobrevivência.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-2479732431779818682?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/2479732431779818682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=2479732431779818682&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/2479732431779818682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/2479732431779818682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2008/07/cinzento.html' title='Cinzento'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7058178950568436742.post-2133522901995185096</id><published>2008-07-14T23:35:00.005+01:00</published><updated>2008-07-14T23:46:26.468+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Prazer da Leitura&quot;'/><title type='text'>Tecnologias</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Este texto, que vou publicar é a continuação da primeira história do livro "Prazer da leitura", editado pela FNAC.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Aquele horror era forte. Quando Gonçalo viu a sala assustou-se e deu um pequeno gemido mas o silêncio pairava no ar, naquela modesta casa. A sala não tinha qualquer material eléctrico. Continha apenas dois sofás, já rotos e cheios de pó; um tapete já velho e sem marcas de pisadelas; uma cadeira que baloiçava; um gira-discos e um simples candeeiro de tecto, com a luz fundida. As janelas eram velhas mas ainda serviam para esconder o frio e o vento que se fazia sentir, na rua, nas noites de Inverno.&lt;br /&gt;- Que sala, tio Jeremias! Não tens nada eléctrico, a não ser este pobre candeeiro! Nem uma televisão, nem um computador portátil, que agora está tanto na moda, nem uma consola ou uma XBOX que nunca deixou de estar a “rular”. Enfim… como consegues aqui viver? – Disse Gonçalo estupefacto.&lt;br /&gt;- Gonçalo, não preciso disso tudo que disseste. Levanto-me, como e deito- -me. É a minha rotina. Não meto um pé aqui na sala! É verdade, tenho as regras desta casa, a teoria dos 4T:&lt;br /&gt;à Tens que te deitar ao anoitecer;&lt;br /&gt;à Tens que verificar se as janelas ficam fechadas correctamente;&lt;br /&gt;à Tens que te levantar às oito da manhã nos dias de semana, para me ajudares no meu microfúndio e de te levantar às nove da manhã aos fins-de-semana. No fim-de-semana ajudas-me a limpar a casa (já que à um mês que não a limpo porque não tenho tido vagar) e vais comigo à praça;&lt;br /&gt;à Não podes deixar a casa de banho desarrumada.&lt;br /&gt;Como tu és jovem talvez te vá buscar uma televisão velha que tenho no sótão.&lt;br /&gt;-O quê?! Vou mas é para o meu quarto. Onde é?&lt;br /&gt;-Anda, vou encaminhar-te lá.&lt;br /&gt;Subiram umas escadas de madeira já ratadas e cheias de pó. Viraram à esquerda.&lt;br /&gt;Gonçalo já esperava tudo! Pensava que era um quarto pequenino, sem janelas, uma porta de ferro e com uma cama de palha. Perante esta descrição, Gonçalo presumia que fosse uma masmorra!&lt;br /&gt;-Aqui é o teu quarto. Tentei dar-lhe um jeito, mas não tive muito tempo.&lt;br /&gt;-O quê? Isto é o meu quarto?&lt;br /&gt;O quarto de Gonçalo era muito maior que duas salas ou três juntas! Era enorme para tão pouca coisa. Um beliche, daqueles da tropa, só com um lençol (visto que era Verão), um tapete, um pequeno móvel para pôr a roupa e nada mais, também havia um “poof” para seu espanto, um “poof” vermelho. Aquele quarto era sóbrio, simples, modesto e singelo. Tudo era estranho e preocupante. A cama pedia que a tirassem dali, o móvel pedia socorro pelo pó que continha, o tapete precisava de alguém para o pisenhar todos os dias e o pequeno “poof” vermelho pedia apenas que o metessem num ambiente vivo e colorido. Tudo isto era o sofrimento e a dor que aquele quarto transmitia a Gonçalo, ao ali entrar. A contagem do tempo parou por ali. Tudo se viveu num abrir e fechar de olhos.&lt;br /&gt;O Verão passou e Gonçalo aprendeu muito. Para quê querer tanto se podemos desfrutar a vida, mesmo que sejam com coisas do século passado. Gonçalo, ao contrário daquilo que pensava, conseguiu sobreviver sem a tecnologia. Aquele “poof”, no Verão, era o sítio onde ele pensava sobre os erros que cometera no passado. Estudar e desfrutar eram as palavras-chave da sua vida daí em diante. Aprendeu a seleccionar as prioridades que tem na vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[Este foi o fim que eu dei a esta história. No livro irás encontrar o verdadeiro fim!]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7058178950568436742-2133522901995185096?l=escritapura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritapura.blogspot.com/feeds/2133522901995185096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7058178950568436742&amp;postID=2133522901995185096&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/2133522901995185096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7058178950568436742/posts/default/2133522901995185096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritapura.blogspot.com/2008/07/este-texto-que-vou-publicar-continuao.html' title='Tecnologias'/><author><name>Ana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-10XAWW2lsCc/TWMCC504kBI/AAAAAAAAAEY/SEmNMX78d4E/s220/DSC05539%2Bmsn.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
